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Sinasefe IF Fluminense participa de ato contra reforma previdenciária

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Nesta quarta-feira (15), o Sinasefe IF Fluminense participou do ato contra a reforma da Previdência Social e trabalhista junto com outras centrais sindicais, sociedade civil, estudantes, associações, entre outros. A concentração da manifestação aconteceu no Calçadão de Campos, próximo à Caixa Econômica Federal, às 9h. Em todo o país ocorreram paralisações e protestos.

Por volta das 11h, guiados por representantes sindicais de Andes, Fasubra, Sepe, Sindipetro-NF, bancários, comerciários, entre outros, que faziam uso de carro de som para emitir palavras de ordem e expor as reivindicações, os manifestantes passaram por uma agência da previdência social, percorreram a Avenida Alberto Torres, subiram as escadas em frente à Câmara dos Vereadores e seguiram até a BR 101, chamando a atenção de populares e motoristas e convocando-os para aderirem ao movimento. A Guarda Municipal e a Polícia Militar estavam presentes para garantir a segurança do grupo e controlar o trânsito.

O presidente do Sinasefe IF Fluminense, Paulo Caxinguelê, ressaltou a importância do movimento e da participação popular. ?Partimos de uma ideia interessante: nenhum direito a menos. Os políticos sempre mexeram na constituição desde que o Brasil passou a ter eleições e agora Michel Temer quer fazer o mesmo com a falácia de que a previdência é deficitária. Somente o povo nas ruas pode reverter esta situação, com a somatória de forças. Há mais de 10 anos Campos não vê uma manifestação como a de hoje?, comemorou. Caxinguelê também mencionou um estudo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP), que mostra que o superávit da previdência de 2006 a 2014 foi de mais de 600 bilhões.

O representante do Sindicato dos Bancários, Rafanele Pereira, informou que o deputado federal Paulo Feijó recebeu um documento organizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que contém propostas para a reforma previdenciária. ?A nossa intenção é que ele mostre aos outros deputados e essa reforma possa ser barrada para não prejudicar o trabalhador. Viemos aqui dar o nosso grito, nos juntando ao movimento nacional?.

Centenas de pessoas participaram da manifestação, mas, de acordo com o professor Amaro Sérgio, representante da Unidade Popular, a adesão pode ser maior. ?Chamamos a população e fomos ouvidos, mas ainda temos muitas camadas populares para alcançar e unificar a nossa luta. Acredito que esse foi o primeiro passo, criamos uma centelha, e esperamos que o povo se junte a nós para interromper essa reforma e garantir os direitos trabalhistas?, convocou.

De acordo com as propostas do governo Temer, a idade mínima para solicitar a aposentadoria seria de 65 anos e para receber o valor integral, a contribuição deveria ser feita por 49 anos. Segundo o texto enviado ao Congresso Nacional para votação, somente a categoria militar não seria afetada pelas novas regras.

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